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O que diz o novo relatório da UNESCO para a educação do futuro?



Em abril de 2022 a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) lançou o relatório "Reimaginar nossos futuros juntos: um novo contrato social para a educação".


O documento foi organizado a partir do trabalho de uma comissão, ao longo de dois anos, envolvendo especialistas de todos os continentes, com o intuito de refletir sobre três questões principais: O que devemos continuar fazendo? O que devemos deixar de fazer? O que devemos reinventar criativamente?

Chamamos nossa assessora pedagógica Isadora Roncarelli para nos ajudar a compreender a importância do documento na educação. Confira o texto e boa leitura!


O novo relatório da UNESCO pede que haja uma reforma nos currículos e nos métodos de ensino da educação e que para isso seja levado em consideração a globalização, a mudança climática e a revolução digital, três aspectos latentes na sociedade atual.


Para isso, é necessário que:

  • A educação seja baseada em direitos humanos e respeito à diversidade cultural;

  • a integração da educação ambiental esteja presente em todos os programas escolares;

  • que o ensino de ferramentas digitais remotas inclua tanto o domínio técnico como o senso crítico necessários ao seu uso adequado.


Mas como isso impacta no nosso trabalho cotidiano na sala de aula?

Pensar a educação para o futuro pressupõe rever nossas práticas na atualidade. As crianças que adentram as escolas hoje terão um longo caminho na educação e no mercado de trabalho ao longo de suas vidas, por isso precisam que as aprendizagens construídas sejam significativas ao longo de suas vidas, do presente ao futuro.


Uma educação baseada nos direitos humanos prevê, além da garantia dos direitos das crianças a uma infância feliz, como já discutimos esse assunto aqui no blog, deixamos um convite para ir conferir, a atenção à diversidade presente na sociedade: de gênero, étnica, etária, social...


Para isso, o documento propõe que nossas práticas sejam baseadas em uma pedagogia da solidariedade, que busca educar pelo afeto, pela empatia e pela colaboração.


De acordo com o relatório, “a pedagogia da solidariedade deve estar alicerçada em uma educação inclusiva e intercultural – que seja capaz de reparar todas as formas de discriminação e segregação no acesso, incluindo crianças e jovens com necessidades educacionais especiais, e aqueles que enfrentam a intolerância baseada em raça, identidade de gênero, classe, deficiência, religião ou nacionalidade”.

Nosso papel como educadores(as) é incentivar todas crianças e estudantes a colaborarem entre si, de forma que possam construir o conhecimento coletivamente, aprendendo uns com os outros, respeitando suas singularidades.


É importante que as diferenças sejam valorizadas, afinal, algo que eu sei pode ajudar meu colega, e algo que ele sabe pode me ajudar. Todos temos como contribuir para a aprendizagem do outro, valorizando nossas potencialidades e respeitando limitações.


Algumas formas significativas de promover isso em sala de aula é por meio de atividades em grupo, pesquisas científicas, relatos de experiência e vivências de jogos e brincadeiras colaborativas.


Nestas atividades o papel docente é mediar a aprendizagem, incentivando as trocas e buscas independentes e coletivas, questionar criticamente as crianças e jovens, além de se colocar à disposição para aprender também.


Além de aprender a respeitar o outro, precisamos nos educar para respeitar o mundo em que vivemos. Neste contexto, o relatório da UNESCO propõe que a educação do futuro seja baseada em princípios ecológicos, de defesa da natureza, por meio da educação ambiental.


Organizar propostas pedagógicas pautadas nisso, desde a primeira infância, é fundamental para que as crianças e jovens cresçam com consciência ambiental e desejo de um mundo mais sustentável.


Há diversas formas de fazer isto na escola, seja por meio de práticas e vivências em espaços públicos, parques, ou mesmo no pátio da escola; seja com pesquisas e seminários sobre a temática, com os estudantes mais avançados.


O importante é que a aprendizagem acarrete mudança de atitude de estudantes e comunidade escolar. O papel da educação, neste contexto, tem relação com a conscientização das novas gerações, a fim de que percebam os impactos individuais, e principalmente dos modos de produção, na degradação do meio ambiente.


O ensino e aprendizagem das ferramentas digitais também é evidenciado no relatório da UNESCO como fundamental para que seja possível reimaginar nossos futuros na educação.


Há duas perspectivas necessárias para a consolidação das tecnologias na escola: aprendizagem da usabilidade das ferramentas e, uso consciente e adequado.


As tecnologias digitais são parte do cotidiano da sociedade como um todo e também das instituições educacionais. Passar a fazer uso dessas ferramentas na escola é fundamental para que os estudantes consigam fazer um uso crítico e responsável da tecnologia.


É importante que crianças e jovens deixem de ser apenas consumidores e passem a ser produtores de tecnologia, através de atividades e jogos que instiguem a programação e o pensamento lógico-matemático.


Além disso, compreender os benefícios e os malefícios da exposição às telas também é importante. O mundo digital não substitui as relações humanas e com a natureza, por isso é tão fundamental que estes princípios sejam ensinados e aprendidos de forma conjunta.


Organizar aulas com uso de plataformas digitais, vídeos, e-books, ferramentas de pesquisa e construção podem ser atrativos para os estudantes e auxiliarem docentes na mediação entre o conhecimento e os sujeitos da aprendizagem.


A grande dica é: tudo precisa ser feito com intencionalidade pedagógica! Defina objetivos, planeje atividades, busque por metodologias adequadas e tenha as tecnologias digitais como aliadas neste processo.


Reimaginar nossos futuros juntos, como propõe a UNESCO, pressupõe novas perspectivas para a educação, mas retomando valores antigos, como a solidariedade e a cooperação.


Para que seja possível escrever novas perspectivas de mundo, é preciso que aprendamos desde cedo o valor do trabalho conjunto.


“Em um novo contrato social para a educação, a pedagogia deve ser organizada em torno de princípios de cooperação e de solidariedade, e construir as capacidades dos estudantes para trabalharem juntos para transformar o mundo.” (UNESCO, 2022, p.58)

Que tal começar o ano de 2023 reinventando nossas práticas pedagógicas e planejando com amor o futuro de nossas crianças e adolescentes?

Conte conosco para transformar a educação com cooperação e solidariedade!


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