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Os Campos de Experiências



A nova Base Nacional Comum Curricular da Educação Infantil propõe diversas mudanças para a reorganização do currículo infantil. Como pano de fundo tem como base legal a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(1996) e as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (2009) onde a concepção de uma infância potente e protagonista deve ser vista e promovida. A partir deste embasamento legal são descritos seis Direitos de Aprendizagem que devem ser garantidos nos espaços de Educação Infantil cotidianamente através de Interações e Brincadeiras (eixos norteadores), dos princípios éticos, políticos e estéticos e da indissociabilidade entre o cuidar e o educar.

O currículo escolar é concebido nesta proposta “como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade”. (BNCC, P.9)

Na Educação Infantil não existem disciplinas, componentes curriculares ou áreas de conhecimento, a escolha da organização curricular foi por Campos de Experiências, e é através destes campos que os direitos de aprendizagem são garantidos e potencializados. São 5 os Campos:

  1. O Eu, o Outro e o Nós

  2. Corpo, Gestos e Movimentos

  3. Traços, Sons, Cores e Formas

  4. Escuta, Fala, Pensamento e Imaginação

  5. Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações

Citando Fochi, um dos escritores da nova BNCC: “O trabalho com os campos de experiência “consiste em colocar no centro do projeto educativo o fazer e o agir das crianças [...] e compreender uma ideia de currículo na escola de educação infantil como um contexto fortemente educativo, que estimula a criança a dar significado, reorganizar e representar a própria experiência” (Fochi, 2015, p. 221-228).

O desafio para todos os espaços de Educação Infantil e também o dos profissionais é conseguir tirar a lente fechada das disciplinas, as quais fizeram parte de nossas vidas como estudantes e professores, para permitir-se uma nova proposta de ação com as crianças, mais ampla, mais respeitosa, mais potente.